Comer proteína suficiente torna-se mais fácil quando sabes que alimentos fornecem uma quantidade útil em doses normais. Carne magra, peixe, ovos, laticínios, soja e leguminosas podem integrar refeições variadas conforme o orçamento e as preferências.

Este guia apresenta dezoito alimentos principais com valores aproximados e mais doze opções complementares, num total de trinta exemplos. O valor real depende da marca, confeção, água, gordura e dose. Não precisas de consumir todos nem escolher sempre o mesmo.

Alimentos ricos em proteína: tabela de doses

Alimento Dose de exemplo Proteína aprox.
Peito de frango cozinhado 100 g ~31 g
Peito de peru cozinhado 100 g ~29 g
Vaca magra cozinhada 100 g ~26 g
Atum 100 g ~25–29 g
Salmão cozinhado 100 g ~22–25 g
Camarão cozido 100 g ~20–24 g
Ovos grandes 2 grandes ~12–13 g
Skyr 200 g ~20–22 g
Iogurte grego proteico 200 g ~18–20 g
Queijo cottage 200 g ~22–26 g
Leite 250 ml ~8–9 g
Tofu firme 150 g ~18–24 g
Tempeh 100 g ~18–20 g
Edamame cozido 150 g ~16–18 g
Lentilhas cozidas 200 g ~17–18 g
Grão-de-bico cozido 200 g ~16–18 g
Feijão cozido 200 g ~14–18 g
Seitan 100 g ~20–25 g

Carne e peixe são considerados depois de cozinhados; as leguminosas também estão cozidas. Nas conservas usa o peso escorrido quando aplicável.

Como escolher fontes de proteína práticas

O facto de um alimento ter muitas proteínas não significa que seja automaticamente a melhor escolha. Considera a dose real, as calorias, a fibra, a gordura, o sal, o preço e o teu padrão alimentar.

Começa por uma fonte com uma quantidade relevante de proteína e completa a refeição com legumes, cereais, fruta e gorduras adequadas. Numa alimentação vegetal, tofu, tempeh, edamame e leguminosas podem ajudar.

Carne e aves

Frango, peru e vaca magra fornecem muita proteína numa dose habitual, mas gordura e confeção mudam as calorias.

Peito de frango cozinhado

O peito de frango sem pele, depois de cozinhado, fornece cerca de 30–31 g de proteína por 100 g. Combina com batata, arroz e legumes e é fácil de preparar para várias refeições. Não confundas o peso cru com o peso após a cozedura.

Peito de peru cozinhado

O peito de peru cozinhado fornece aproximadamente 29 g de proteína por 100 g. Pode substituir o frango em sandes, saladas e pratos quentes. Se escolheres fiambre, confirma o teor de sal e a composição.

Vaca magra cozinhada

A carne de vaca magra cozinhada fornece, em geral, 25–27 g de proteína por 100 g e também ferro e vitamina B12. O corte e a gordura alteram bastante as calorias, mesmo quando as proteínas são semelhantes.

Peixe e marisco

No peixe considera também a gordura, as conservas e o peso comestível.

Atum

O atum costuma fornecer 25–29 g por 100 g, dependendo do produto. O enlatado é prático em saladas ou massa. A versão em óleo pode ter mais calorias; nas conservas considera o peso escorrido.

Salmão cozinhado

O salmão cozinhado contém habitualmente 22–25 g por 100 g. Fornece gorduras, incluindo ómega-3, sendo normalmente mais calórico do que peixe branco magro. Isso não o torna uma má opção: ajusta a dose.

Camarão cozido

O camarão cozido pode fornecer 20–24 g de proteína por 100 g e geralmente tem pouca gordura. É útil em arroz, saladas e salteados. Usa o peso comestível, sem cascas ou gelo.

Ovos e laticínios

Ovos e laticínios são práticos em pequenos-almoços, lanches e refeições rápidas.

Ovos grandes

Um ovo grande tem aproximadamente 6–7 g de proteína; dois ovos fornecem 12–13 g e três cerca de 18–20 g. Para aumentar as proteínas, combina-os com queijo fresco, claras ou iogurte.

Skyr

Uma embalagem de skyr natural com 200 g pode fornecer 20–22 g de proteína. É prático ao pequeno-almoço ou como lanche com aveia e fruta. Os produtos aromatizados variam em açúcar e proteína.

Iogurte grego proteico

Alguns iogurtes gregos ricos em proteína fornecem 9–10 g por 100 g, ou 18–20 g numa dose de 200 g. Nem todos os iogurtes «tipo grego» são iguais; verifica sempre o rótulo.

Queijo cottage

O queijo cottage costuma conter 11–13 g de proteína por 100 g, chegando a 22–26 g em 200 g. Funciona com pão, tomate ou fruta. Se o consumires frequentemente, compara também o sal.

Leite

Um copo de leite com 250 ml fornece habitualmente 8–9 g de proteína. Não é tão concentrado como o skyr, mas contribui no café com leite, nas papas ou em batidos. As bebidas vegetais variam bastante.

Fontes vegetais

Soja, leguminosas e seitan permitem refeições ricas em proteína sem carne.

Tofu firme

Uma dose de tofu de 150 g pode fornecer 18–24 g de proteína; a firmeza e a marca fazem diferença. Consulta o rótulo para calculares a dose real. Usa-o em caril, salteados e saladas.

Tempeh

O tempeh é soja fermentada e normalmente fornece 18–20 g por 100 g. A textura firme permite mariná-lo e dourá-lo na frigideira. Combina com legumes e cereais.

Edamame cozido

Uma dose de 150 g de edamame cozido fornece cerca de 16–18 g de proteína e também fibra. Junta-o a saladas ou come como lanche. Pesa os grãos comestíveis, não as vagens.

Lentilhas cozidas

As lentilhas cozidas fornecem aproximadamente 8–9 g por 100 g: 200 g podem fornecer 17–18 g. Também contêm fibra e hidratos de carbono. Não uses os valores das lentilhas cozidas para o peso em seco.

Grão-de-bico cozido

Uma porção de 200 g de grão-de-bico cozido fornece cerca de 16–18 g de proteína. É útil em saladas, sopas e húmus; o azeite e outros ingredientes podem alterar bastante as calorias do prato.

Feijão cozido

O feijão cozido fornece aproximadamente 14–18 g por 200 g, dependendo da variedade. É económico e contém fibra. Nos enlatados, vê o peso escorrido e o teor de sal.

Seitan

O seitan é feito sobretudo de glúten de trigo e pode fornecer 20–25 g por 100 g, dependendo da receita. Não é adequado para pessoas com doença celíaca ou que tenham de evitar glúten.

O que significa realmente «rico em proteína»?

Não existe um valor único que faça de qualquer alimento a melhor fonte de proteína para toda a gente. Uma porção habitual de frango costuma fornecer mais proteína do que um punhado de frutos secos, mas estes últimos também têm nutrientes úteis. Compara por 100 g e por porção comestível, não apenas o marketing da embalagem.

Na tabela, carne e peixe referem-se ao produto cozinhado e leguminosas ao produto cozido. A distinção importa: as leguminosas secas absorvem água e a carne pode perder líquidos. Quando registas refeições, escolhe valores nutricionais referentes ao mesmo estado em que pesaste a comida.

Uma fonte útil deve caber no teu orçamento, agradar-te e ser fácil de incluir nas refeições. A variedade continua a ser importante; não precisas de comer sempre o mesmo alimento.

Fontes de proteína com relativamente poucas calorias

Para aumentar a proteína sem aumentar muito a energia, podes recorrer a peito de frango sem pele, peru, peixe branco magro, atum ao natural, camarão, skyr simples, cottage magro, claras e alguns tipos de tofu.

Isso não significa que salmão, ovos inteiros ou frutos secos sejam maus alimentos. Também fornecem gorduras que cabem numa alimentação equilibrada. Observa, porém, o prato completo: azeite, molhos e acompanhamentos podem acrescentar muitas calorias.

Proteína económica para o dia a dia

Lentilhas e feijão secos, ovos, atum em conserva, leite, skyr em embalagens grandes e alguns produtos de soja podem ter bom preço. A opção mais económica muda com o país, a loja e a época. O preço por embalagem não é suficiente quando parte do peso não é comestível.

Compara o custo por quantidade útil de proteína: divide o preço de uma dose pelos gramas de proteína dessa dose. Considera também desperdício e preparação. Vê os alimentos baratos ricos em proteína.

Mais doze alimentos para variar

Para além dos dezoito produtos da tabela, podes incluir claras de ovo, bacalhau, pescada, sardinhas, quark magro, kefir, soja texturizada, ervilhas, amendoins, sementes de abóbora, outros cortes de frango sem pele e peru picado magro. Não têm todos os mesmos valores: consulta sempre a informação nutricional correspondente.

Os frutos secos e sementes fornecem gordura e energia, além de proteína. O kefir e o quark variam com o fabrico. A soja texturizada costuma ser vendida seca: o peso depois de hidratada é diferente.

Como acrescentar proteína às refeições

Ao pequeno-almoço, experimenta skyr com aveia e fruta, ovos com cottage ou tofu mexido. A aveia pode fazer parte de um bom pequeno-almoço, mas não é isoladamente uma fonte muito concentrada. Há mais combinações em 15 pequenos-almoços ricos em proteína.

Ao almoço, combina frango, atum, grão-de-bico ou tempeh com legumes e arroz, batata ou pão. As leguminosas fornecem igualmente fibra e hidratos de carbono; não é preciso que todas as refeições incluam carne.

Ao jantar, usa peixe, peru, tofu, ovos ou lentilhas como base e adapta os acompanhamentos. Consulta 20 ideias de jantar rico em proteína. Nos lanches, iogurte, edamame, leite ou ovos cozidos são escolhas possíveis.

Exemplos de 100, 120 e 150 g de proteína por dia

Estes valores são exemplos de contas, não metas universais.

Total diário Pequeno-almoço Almoço Lanche Jantar Soma
100 g 25 g 30 g 15 g 30 g 100 g
120 g 30 g 35 g 20 g 35 g 120 g
150 g 35 g 40 g 30 g 45 g 150 g

Não é obrigatório repartir perfeitamente. Em três refeições, um exemplo de 120 g pode corresponder a cerca de 40 g por refeição. Primeiro escolhe uma necessidade diária adequada a ti.

Proteínas animais, vegetais e suplementos

Os alimentos de origem animal fornecem habitualmente todos os aminoácidos essenciais em boas proporções. Uma alimentação vegetal variada também pode fornecer proteína suficiente, desde que haja ingestão total adequada. Tofu, tempeh, edamame, leguminosas e seitan são úteis, mas o seitan contém glúten.

A proteína em pó é opcional. Algumas doses fornecem cerca de 20–30 g, dependendo do produto. Podem ser convenientes após exercício ou em viagens, mas uma alimentação variada pode satisfazer as necessidades sem suplementos.

De quanta proteína precisas?

A necessidade varia com o peso, atividade, objetivos e circunstâncias individuais. Em orientações de nutrição desportiva para muitos adultos saudáveis fisicamente ativos, é comum encontrar cerca de 1,4–2,0 g por quilograma de peso corporal por dia. Não é uma exigência para todas as pessoas; quem pratica menos atividade pode precisar de menos.

Não escolhas 150 g só por ser um número elevado. Estima primeiro um intervalo adequado com a calculadora de proteína Mealisa.

Perguntas frequentes

Qual é o alimento com mais proteína?

Depende da comparação por 100 g, dose ou caloria. Frango, peru e atum podem fornecer aproximadamente 25–31 g por 100 g. Não existe um único alimento ideal em todas as situações.

Que alimentos podem fornecer cerca de 20 g?

Dependendo do produto, 65–75 g de frango cozinhado, 70–90 g de atum, 200 g de skyr ou iogurte proteico, 150 g de tofu firme ou 100 g de tempeh podem aproximar-se de 20 g. Verifica o rótulo.

Como chegar a 30 g numa refeição?

Cerca de 100 g de peito de frango cozinhado podem dar aproximadamente essa quantidade. Também podes combinar ovos com cottage ou iogurte com outra fonte de proteína.

É possível consumir proteína suficiente sem carne?

Sim. Laticínios, ovos, soja, leguminosas e outras fontes vegetais permitem várias combinações. Numa dieta totalmente vegetal importa planear também os restantes nutrientes.

Frutos secos e feijão são fontes de proteína?

Sim, mas desempenham papéis diferentes. Os frutos secos fornecem muita energia proveniente da gordura; o feijão contém fibra e hidratos de carbono. Podem complementar fontes mais concentradas.

Conclusão prática

Inclui uma fonte relevante de proteína nas refeições que já fazes: frango, peixe, ovos, skyr, tofu, tempeh ou leguminosas. Ajusta as doses, considera calorias e orçamento e mantém uma alimentação variada com fruta, hortícolas, cereais e gorduras adequadas.

As quantidades são aproximadas e variam com a marca e preparação. O conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento médico ou dietético individual.

Fontes

  • International Society of Sports Nutrition: posição sobre proteína e exercício. Referência relativa à necessidade em adultos ativos. Os valores dos alimentos são orientativos e devem ser verificados nos rótulos.